O Rio Grande do Sul amanheceu na terça-feira com a notícia de três graves fatalidades. Três gaúchos perderam a vida em acidentes que, possivelmente, poderiam ter sido evitados. Um destes tristes fatos ocorreu muito próximo de nós, em Capela de Santana, quando um homem de 33 anos entrou no Rio Caí para retirar os enteados da água e acabou morrendo afogado.
Em Porto Alegre uma jovem de 19 anos tinha acabado de matricular-se numa escola particular, onde ganhara uma bolsa de estudos quando, ao atravessar uma via movimentada na companhia da mãe, foi atropelada por um veículo em alta velocidade. Ela não estava exatamente sobre a faixa de segurança e não se sabe se o sinal estava aberto ou fechado quando o carro passou. Mas, apenas o fato do motorista ter seguido viagem sem sequer olhar para a pessoa jogada cerca de 40 metros à frente diz muito sobre o caso. Já o terceiro sinistro ocorreu em Torres, quando um homem, natural de Soledade, despencou nas pedras quando tentava jogar uma flor para Iemanjá no mar.
O que une os três também é o momento de felicidade a que a tragédia pôs fim. Um passeio em família, uma ida à praia junto de amigos, a chance de estudar. Os três tiveram seus sonhos interrompidos. Os casos são muito diferentes entre si, mas todos envolvem mortes chocantes e comportamentos possivelmente imprudentes. Num momento de muito sofrimento das famílias, não é hora de apontar culpados. Mas é o momento perfeito para que cada um pense sobre os atos arriscados praticados no cotidiano. Muitos pedestres atravessam a rua pensando que “o motorista tem que parar”. Se for na faixa de segurança, tem mesmo. Mas é prudente certificar-se que o condutor o viu antes de arriscar a própria vida. Quantas vezes vemos o Rio Caí sendo desafiado por banhistas em áreas impróprias? E as selfies feitas no alto das cascatas da região? Lindas, certo. Mas arriscadas. As fatalidades nem sempre podem ser evitadas. Por vezes elas pegam qualquer um em surpresa. Mas, podendo, tenha sempre atitudes que valorizem a sua segurança. Considere que já há mães demais chorando a perda de filhos.

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