O dia 8 de março chegou e, com ele, ocorrerá uma grande quantidade de eventos e homenagens. Rosas serão distribuídas. Muitos casais jantarão fora. Algumas mães ou esposas ganharão presentes. Tudo lindo, tudo cor de rosa. Mas o dia 9 chega. E, para muitas mulheres, o amanhã é de submissão, de assédio, de dor, de espancamentos, de má valorização no trabalho, de violência psicológica, de medo. E isso, flor alguma apaga e nenhum jantar à luz de velas consegue esconder.
O Dia Internacional da Mulher está enraizado nas lutas femininas. Tivemos nos últimos anos muitas vitórias, todas garantidas com suor de inúmeras batalhas. Lutas que são diárias, às vezes até simplórias. Quando uma mãe ensina para a filha que não é a cor do batom ou o comprimento da saia que lhe dão ou não o direito de exigir respeito, essa mulher e todas as outras vencem uma batalha. Quando um menino é ensinado a ter independência no serviço doméstico e não depender que, no futuro, a esposa passe suas camisas, lá está outro avanço. Quando o um pai troca a fralda do filho porque isso é habitual ou simplesmente uma obrigação, não “ajuda” à mãe, também é uma vitória.
Aaaa… mas isso não é o mínimo? Sim, sem dúvida. Mas ainda exige batalha feminina. E não tem problema. Porque as mulheres já mostraram sua força e disposição para lutar por direitos iguais. Elas não sossegarão até ter igualdade de voz e de salários. Elas só estarão satisfeitas no dia em que nenhuma mulher for coagida a conviver com quem não deseja por medo. Todas juntas. Todas unidas. Todas lutando por cada uma delas. Feliz dia da mulher. Que o 8 de março de 2019 marque o início de tempos mais justos e bonitos para todas elas.

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