Cuidar da saúde é um ato de amor próprio, não apenas em relação ao corpo, mas também com a mente. Uma boa alimentação, exercícios físicos regulares e até a interação com outras pessoas são exemplos simples de ações que fazem toda a diferença na nossa saúde. No entanto, desde março de 2020, com o agravamento da pandemia do novo coronavírus e o estouro de casos no Brasil, praticar atividades físicas parece um grande desafio. Isso porque a necessidade de isolamento afugenta os mais cautelosos das ruas e, para aqueles com pouco espaço em casa ou recursos escassos, adquirir um aparelho de ginástica é fora de cogitação.

Esses fatores agregados a tantos outros, como a próprio cansaço e a correria do dia a dia colocam o Brasil como o quinto país mais sedentário do mundo. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde, um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física dentro do volume esperado (de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana). Esse dado preocupa, sobretudo pelo risco do desenvolvimento de problemas cardiovasculares, obesidade e depressão. É preciso olhar com carinho especial aos idosos. Esses, que são considerados grupo de grande risco para a Covid-19, são os que mais sofreram com o isolamento social desde o ano passado. Ações que os permitam movimentarem-se, conversar com amigos e criar novas relações são essenciais para que eles consigam superar essa fase difícil, sobretudo agora que, com a vacina, falta tão pouco para vermos uma luz ao final do túnel.

A iniciativa registrada em São José do Sul, de oferecer aulas de dança do grupo Flor da Idade em formato on-line, além das conversas com a comunidade, são um exemplo de que a tecnologia pode ser grande aliada neste momento. É preciso ser inventivo. Isso já virou praticamente um mantra em escolas, empresas e grupos dos mais diversos segmentos. Mas também temos que ter a consciência de que isso tudo não é para sempre. Em breve poderemos nos abraçar e dançar longos bailes juntos. Por enquanto, encontros virtuais e videoaulas matam um pouquinho da saudade de bailar nos compassos da música que faz brilhar no rosto um sorriso. Abençoada seja a tecnologia que nos une e nos faz movimentar quando bem utilizada!

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