A informação de que a fome e as dificuldades financeiras avançam a passos largos Brasil afora deixou de ser algo distante para bater à nossa porta. Salários congelados, um sem-número de empresas faturando muito menos ou até precisando parar suas atividades e os preços cada vez mais altos refletem na nossa qualidade de vida mas, principalmente, na subsistência daqueles que, antes, mal tinham o básico.

A crise – encabeçada por uma pandemia histórica e reforçada por políticas governamentais que fazem apenas tapar o sol com uma peneira – agrava as desigualdades sociais. Felizmente, em uma sociedade que luta para manter-se firme diante das agruras dos últimos meses, a solidariedade vem falando alto. Onde há um pouco, sempre tem como dividir com o próximo e mesmo se faltarem bens ou recursos, a mão é estendida em gestos solidários que demonstram o quanto podemos nos ajudar mutuamente.

Nesse fim de semana iniciou a distribuição de cestas básicas e kits de higiene e limpeza doados pela Braskem à Cufa Montenegro. E o que se viu no ginásio do bairro Cinco de Maio, além dos donativos, foi uma rede de voluntários com sorrisos no rosto, preocupação em prestar contas corretamente ao mesmo tempo em que acolhiam carinhosamente as famílias que recebiam as cestas e kits. É o mais puro exemplo de que cada um pode fazer um pouquinho e, juntos, transformamos a carência em potência. A Braskem, em uma exemplificação prática de responsabilidade social ofereceu os alimentos e os produtos de higiene e limpeza. A Cufa, com voluntários usou sua expertise para detectar onde aqueles donativos fariam maior diferença. São pontas de uma sociedade que, juntas, formam uma bela rede de apoio a quem está com dificuldades para sustentar-se por si.

Mas quando se fala em união e potência, não estamos apenas nos referindo às questões de cunho alimentar. Também falando no fator social, educativo e até cultural. É o exemplo do grupo de Escoteiros de Montenegro, que passa por dificuldades com sua sede, destelhada em janeiro e que ainda necessita de reparos. O grupo é responsável pela formação cidadã de dezenas de jovens. O voluntariado faz parte das ações e acreditar em uma sociedade que pode ser boa e colaborativa é uma das razões do escotismo. É preciso que mostremos para estes jovens que eles podem seguir acreditando e lutando por isso. Se não com doações financeiras, com a oferta de voluntariado no auxílio à reconstrução do telhado ou, ao menos, com uma palavra de apoio para que o grupo siga firme com seu propósito.

Para todo lado que olharmos, é possível ajudarmos de alguma forma. Basta abrirmos os olhos e colocarmos a mão na massa.

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