O ano começa após o Carnaval, diz a máxima popular. Verdade ou não, o fato é que ao mesmo tempo em que calendário avança, a consciência de parcela da comunidade montenegrina permanece estacionada ou até regrediu. Estamos paralisados quando o assunto é cidadania, senão não teríamos nossas ruas e bairros cheios de sofás e outros móveis velhos à espera de um carroceiro ou de uma equipe da Prefeitura Municipal.
O brasileiro não se constrange de empurrar para cima do poder público uma série de responsabilidades que lhe cabem. É muito mais simples reclamar — e as redes sociais prestam um desserviço neste sentido — do que agir, descruzando os braços. Todos querem mudanças, mas ninguém quer mudar. Daí o porquê da nação não sair do lugar.
É muita hipocrisia um cidadão criticar a classe política, o auxílio-moradia dos integrantes do Poder Judiciário, a sujeira das ruas montenegrinas e, ao mesmo tempo, não cumprir com o seu papel. Claro que a Prefeitura de Montenegro tem o dever de educar e fiscalizar, mas não se pode admitir que um adulto precise ser monitorado o tempo todo para não fazer nada de errado. Não se pode jogar o lixo no chão apenas porque não existe lixeira.
Determina a legislação que depositar um sofá velho na frente de casa é crime ambiental. É provável que muita gente desconheça esse dispositivo legal, o que, de um lado, não o desobriga de suas responsabilidades, mas de outro indica que a Administração Municipal precisa desenvolver campanhas de conscientização.
Passou da hora de aprendermos a lição. Agredir o meio ambiente é como agredir a nós mesmos. Jogar o lixo na rua é dar de ombros à nossa saúde, à nossa cidade e até à nossa segurança pública, porque ambientes abandonados servem como habitat de criminosos. Que floresça o espírito coletivo e comunitário doravante.

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