Neste fim de ano você pretende ligar para familiares que morem longe para desejar saúde, paz e dinheiro no bolso? Fazer uma chamada de vídeo com quem, deveria estar presente à mesa, mas está distante? Pretende trocar mensagens com os amigos? Postar aquela foto da ceia em família? Se você pode, faça tudo isso. Mas, se você mora da comunidade de Lajeadinho, no interior de Montenegro, é bem possível que não consiga. Estes cidadãos têm familiares morando longe, filhos que estarão distantes, amigos para homenagear. O que eles não têm, é um serviço de telefonia e internet de qualidade que permita o contato virtual, tão necessário nos momentos atuais, e já habitual para a maior parte da população.

Se este fosse um problema unicamente de Lajeadinho já seria gravíssimo. Afinal, estamos falando de cidadãos que estudam, trabalham, pagam impostos e geram riquezas a Montenegro e ao Rio Grande do Sul na mesma medida de quem mora na área urbana. Portanto, suas necessidades não são menores e as queixas destas pessoas merecem ser ouvidas. Porém, não são só os moradores de Lajeadinho que sofrem pela falta de sinal de telefone e internet minimamente aceitável. O mesmo pode ser dito de outras localidades do nosso interior. Recentemente, o Ibiá retratou o mesmo drama em Linha Catarina e em Costa da Serra.

Neste mesmo espaço, o editorial do Ibiá, já defendemos diversas vezes que este problema, para ser resolvido, demandará a união de gestores de diversas áreas da sociedade. Não será esperando pela Anatel que teremos a solução. Até porque, o presidente e diretores desta instituição, não estão na nossa comunidade, não sentem na pele o que suas decisões resultam e, ao que tudo indica, não estão preocupados em resolver a situação.

Estamos quase em 2021. Será que vamos passar todo o próximo ano – e quantos mais – tento de contar com a sorte para uma simples troca de comunicação entre as pessoas? Não podemos aceitar que, num momento de evolução tecnológica como o atual, no qual o trabalho e o estudo remoto se mostram caminhos óbvios do nosso futuro, a telefonia móvel seja tratada no interior como “não obrigatória”. Isto é uma falta de respeito com quem vive nas comunidades afastadas. Esperamos que os gestores que tomam posse nas próximas semanas se unam por um movimento de luta pela telefonia do interior. Se a solução não está nas suas mãos, devem encontrar as mãos certas. Esta solução não pode mais esperar.

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