Essa notícia é uma daquelas que nos leva a pensar: agora, não falta mais nada. O Posto de Identificação do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Montenegro, que faz carteiras de identidade, foi fechado por tempo indeterminado. Dizem se tratar de algo temporário, mas até as máquinas utilizadas na produção dos RGs já foram levadas para Porto Alegre. Alternativa? Ir para São Sebastião do Caí, Portão, Novo Hamburgo ou São Leopoldo. É ou não digno de revolta?
Aparentemente, trata-se de um problema burocrático. O funcionário – concursado do Estado – que atendia no posto se aposentou. E, como se isso fosse possível ocorrer de um dia para o outro, sem todo um trâmite, percebeu-se que não haveria quem fizesse o serviço apenas quando esse efetivamente deixou de trabalhar. Agora querem que o município, por meio de convênio, forneça um funcionário de carreira para assumir a função. Para o Estado, é muito cômodo, é claro. Passa não apenas a responsabilidade, mas também todos os custos, ao município, mesmo esse não sendo um trabalho da sua competência.
Mesmo que válida, no entanto, essa discussão não resolve o problema da população. Fazer os montenegrinos irem para outras cidades para encaminhar um simples documento de identificação é algo que deveria envergonhar as nossas lideranças. E, espera-se, que essa vergonha os motive a agir.
A sociedade espera por uma mobilização forte por parte de nossos vereadores e demais representantes do povo. Já nos falta muito. Já evoluímos tão lentamente. Ao menos o direito à produção de um documento de identidade esperamos conseguir manter em nossa cidade. É pedir muito?

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