A tentativa de fuga de três presos da Penitenciária Modulada de Montenegro reacende uma importante discussão: a falta de efetivo da Brigada Militar. Antes da instalação da casa prisional, a promessa do Governo, durante as negociações ocorridas no fim dos anos 90, era de aumentar o número de policiais no município e região como contrapartida ao recebimento da instituição.
A população, tudo indica, foi enganada pelo Executivo estadual. Atualmente, o total de responsáveis pelo policiamento ostensivo no Rio Grande do Sul, e no Vale do Caí, por consequência, é ainda menor do que o registrado naquela época.
O debate ganha ainda mais força pelo fato de brigadianos realizarem a segurança externa da cadeia. Teriam mais importância defendendo a população. Os agentes penitenciários cuidam do portão para dentro. Não seriam capazes de vigiar também o lado de fora?
A questão é importantíssima e, exatamente por isso, merece atenção dos governantes. Na tentativa de fuga dos três detentos, Brigada Militar e Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), em conjunto, conseguiram atender a ocorrência e impedir a saída de integrantes de uma conhecida facção.
A ocorrência volta a deixar claro o empenho de todos os servidores da segurança no Estado. Apesar da falta de profissionais e da crise financeira, não medem esforços para oferecer um serviço digno para a população. Por outro lado, eles e cada cidadão merecem a atenção do Estado. Os poucos recursos financeiros não podem servir como desculpa para nada mudar. Urge a necessidade de soluções inovadoras para aumentar a proteção em Montenegro, na Modulada e em cada canto do território gaúcho.

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