A queda da participação do governo federal no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a falta de repasses do governo estadual para a área explicam a matéria de página dupla da edição de hoje. Pela região, as prefeituras estão tendo que investir recursos próprios para a manutenção de sua rede de atendimento, em um montante que é muito maior do que a média nacional.
Ao serem obrigados a priorizar esta necessidade, outros serviços – muitos que seriam exclusivamente de sua responsabilidade, sem ajuda estadual ou federal – acabam sendo deixados de lado pelos municípios. Perde a limpeza, perde a manutenção das ruas e perdem tantas outras coisas que nos fazem falta como cidadãos e moradores dessas cidades.
Na edição de quarta-feira, a dívida do Estado com a área da saúde montenegrina já havia sido tema de reportagem. Por causa deste débito, que já chega a R$ 4,7 milhões, a Prefeitura de Montenegro, mais uma vez, fechou as contas no vermelho em 2018. Podia estar no “azul”; e podia ter mais dinheiro para custear outros serviços que nos são necessários, sem a necessidade de recorrer aos bancos para tapar buracos, por exemplo.
No restante dos municípios da região é a mesma coisa. As prefeituras estão sobrecarregadas com o valor que precisam tirar do bolso para custear itens como os medicamentos de seus munícipes. Alguns benefícios, não têm jeito, até acabam sendo suspensos. É o caso da distribuição de fraldas em Maratá, por exemplo. Saúde é sempre uma grande prioridade, claro. Mas sem o suporte necessário (e obrigatório), decidir onde aplicar os recursos próprios é quase uma “Escolha de Sofia”.

Deixe seu comentário