É preciso reconhecer que o estado de calamidade em que nosso Estado se encontra é consequência direta de uma série de erros cometidos desde a década de 1970, governo por governo. Em vez de medidas saneadoras das contas públicas, os gestores optaram por empurrar o problema com a barriga para não atraírem a antipatia da população, formando uma bola de neve hoje insuportável. As consequências nós sentimos todos os dias nas escolas sucateadas, poucos policiais nas ruas, infraestrutura abandonada e, o pior de tudo, na saúde pública em situação de emergência.
Os cerca de R$ 5 milhões que o governo José Ivo Sartori deve às secretarias municipais de Saúde de Montenegro, Maratá, Brochier, São José do Sul e Pareci Novo agravam direta e diariamente a vida da população da região. Consultas, exames e procedimentos vão pelo ralo por incompetência e desonestidade de pessoas e partidos políticos. Nossos cidadãos morrem um pouco a cada dia em decorrência de maus governantes.
Sartori pode dividir a culpa com seus antecessores, mas agora, ao fim do seu terceiro e penúltimo ano de governo, precisa reconhecer que não foi capaz de construir uma solução. Não há justificativa para não repassar os valores mínimos que os municípios precisam para assistir as pessoas em suas mais básicas necessidades de saúde.
Governador, se o senhor não consegue apresentar saídas para o RS, ao menos tenha a grandeza de não voltar a concorrer. Os gaúchos precisam de um político com perfil de estadista. Basta de apostas e neófitos.

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