“Furto de cabos causa atrasos nas viagens do Trensurb”
“Ataque a transformador da Corsan deixa cidade sem luz”
“Roubo de fios provoca escuridão na Rodovia do Parque”
Tanto no Ibiá quanto em outros jornais da região metropolitana, manchetes assim estão se tornando cada vez mais comuns. Parece estranho que alguém se disponha a subir num poste e a correr risco de vida para sair carregando alguns metros de fio. No Parque Centenário de Montenegro, há dois anos, foi encontrado o corpo de um rapaz que supostamente tentava praticar este tipo de furto.
Muita gente não sabe, mas o cobre presente nos fios, que funciona como condutor elétrico, é um metal altamente valorizado. Os ladrões, em geral, acabam vendendo o material a preços irrisórios, para depósitos de ferro-velho, com o objetivo de sustentar o vício em drogas. Como resultado, temos a multiplicação dos roubos, com prejuízos incalculáveis à sociedade.
Apesar dos esforços, a Polícia não tem tido o êxito necessário para acabar com esse “negócio da morte”. Os resultados são ruas escuras, serviços públicos suspensos e empresas paradas, o que já deveria ter provocado uma reação maior dos políticos. Por exemplo, criando leis que inibam a comercialização do cobre. Por que não estabelecer restrições como as que foram erguidas para a venda de peças de carros usados?
O furto de veículos não acabou, mas o aumento da fiscalização sobre os desmanches tornou-se uma arma poderosa contra esse tipo de crime. A tal ponto de os roubos hoje serem praticados basicamente por quadrilhas especializadas, porque não é possível desmontar um carro em qualquer lugar sem ser pego. Com o cobre, certamente poderia ser feito algo semelhante. Uma boa pauta para nossos bem remunerados políticos.

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