Você já parou para pensar em quantas pessoas à sua volta podem, neste momento, estar sofrendo de depressão? Em geral, estamos tão ocupados com nossos próprios problemas e dificuldades cotidianas que ignoramos quem está ao nosso lado. Às vezes, é um colega de trabalho, um amigo de rede social, um parente distante. Em outras, pode ser alguém bem próximo, que disfarça a dor e se faz de forte, mas que precisa de ajuda urgente. Seus pais, seus filhos, seu cônjuge. Você…
As doenças psicológicas, por vezes não encaradas com seriedade, merecem tanta atenção quando as cardíacas, pulmonares, ósseas ou de qualquer outra área do corpo humano. Porém, procurar o psicólogo ainda não é tão simples quanto ir ao cardiologista. Parece que quem assume suas dores psicológicas enfrenta o julgamento da sociedade. Os sentimentos vão sendo abafados como se falar fosse capaz de piorar a situação, quando a realidade é o oposto. Quando se percebe, a depressão está instalada e a pessoa se sente sem forças para tomar as rédeas da própria existência. Por vezes, o mais triste dos desfechos ocorre, o suicídio. Ninguém quer. Poucos aceitam falar a respeito. Mas muitas vidas são ceifadas desta forma.
Por tudo isso, a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, realizada com o apoio do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria, é tão importante. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo. E não se engane pensando que no Brasil, no Rio Grande do Sul, ou no Vale do Caí isso é diferente. Não é. Por aqui, são muitos os casos. Raramente divulgados pela imprensa, no intuito de não incentivar novas ocorrências. Algo que, cada vez mais, é questionado entre nós, veículos sérios de imprensa, com a responsabilidade de agir por uma sociedade melhor e mais saudável.
Se você vive um problema de saúde desde tipo, saiba que as doenças psicológicas nada têm de vergonhosas. São, assim como as demais enfermidades atendidas pelas mais diversas áreas da medicina, dignas de todo o respeito. Procure ajuda. E se este não é o seu caso, olhe em volta. Ofereça auxílio, ouça o que os outros têm a lhe dizer, compartilhe seu tempo e sua disposição. Isso importa, mais do que pode parecer em um primeiro olhar.

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