Pesquisadores acreditam que o homem primitivo vivia em grupos pequenos e se comunicava por meio de grunhidos e gestos. Com o tempo, foi se aperfeiçoando e registrando, nas paredes das cavernas, situações do dia a dia. São as chamadas “pinturas rupestres”, que ainda podem ser vistas em alguns locais onde o respeito ao passado não é mero discurso. Mais tarde, a informação passou a transitar na linguagem, no lombo dos cavalos e a bordo das carroças.
Essa evolução foi lenta. Em 1445, a invenção da tipografia, por Johann Gutemberg, multiplicou e barateou os custos dos escritos da época e abriu a era da comunicação social. Até então, o acesso ao conhecimento e à informação era privilégio dos ricos. Por toda a Europa, começaram a surgir jornais e já não era preciso ver um acontecimento para saber da sua existência.
Com o transcorrer dos séculos, a tecnologia facilitou este processo e o ato de informar assumiu novas dimensões. Hoje, qualquer um pode produzir notícias e distribuí-las para milhares de pessoas através de sites e das redes sociais. E é aí que “mora o perigo”. Assim como existe muita gente honesta, não faltam criminosos que usam esse poder para disseminar notícias falsas, prejudicando pessoas e instituições.
No século 21, o papel mais relevante do jornalismo é checar a informação e, de outro lado, oferecer ao público múltiplas versões, para que ele não se torne refém do pensamento único, que torna as pessoas ignorantes e violentas. Hoje, o Jornal Ibiá completa 36 anos e renova seu compromisso de dar vez e voz à comunidade, sem filtros como renda, posição social, cor, credo ou preferências. E, mais ainda, de apurar cada fato e distribuir a noticia com ética e responsabilidade.

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