Foi-se o tempo em que as famílias tinham funções padronizadas, divididas de forma engessada, com pouca ou nenhuma variação. Entendia-se que a divisão familiar era o pai como provedor da casa e a mãe uma cuidadora responsável pelas rotinas domésticas. Havia, ainda, o entendimento de que cabia à mãe dar amor e ao pai ensinar disciplina e respeito. Hoje a organização familiar mudou desde questões práticas como mães trabalhando fora com a tranquilidade de que o filho está nas zelosas mãos paternas até entendimentos mais subjetivos. Também cabe ao pai dar não apenas amor, mas suporte sentimental a quem ele colocou no mundo. E engana-se quem pensa que são apenas as crianças que ganham com isso. Vemos, cada vez mais, pais realizados por terem se libertado das amarras sociais do passado que lhe impediam de demonstrar afeto pelos pequenos – ou já adultos – filhos.

A nova geração de pais tem muito a agradecer aos agora avôs, que viveram de forma muito intensa este período de tantas mudanças na sociedade. Tempos atrás, muito se falava que pai não “ajuda” a mãe ao dar banho ou trocar fralda, mas, sim, cumpre a sua obrigação. Para os que estão entrando agora no mundo da paternidade, essa discussão parece óbvia e ultrapassada. Eles não apenas cumprem estas funções como, cada vez mais homens manifestam o interesse de realmente vivenciar cada etapa da vida dos filhos. Os pais não mais querem apenas prover, mas sim, viver ao lado deles e guiá-los para a vida adulta.

Aliás, talvez o que precisemos seja ampliar o nosso usual significado oferecido à palavra “prover”. Em um primeiro momento, pensamos que prover é basicamente pagar as contas da casa, oferecer alimentação e vestuário ao filho. Mas, segundo o dicionário, prover significa “abastecer-se do que for necessário”. E é necessário para uma criança muito mais do que um teto, roupas e comida, por mais que estas sejam necessidades básicas e obrigações de toda mãe e pai. É papel de pai ensinar o certo e corrigir as falhas. Mas também é papel de pai ensinar a sonhar, a perseverar, a levantar depois de cada queda. Mais do que um dever, participar da vida dos filhos é um direito dos homens e, felizmente, ele é cada vez mais, exigido por eles com o orgulho que esta doce missão merece. Feliz Dia dos Pais!

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