Criado para simbolizar a luta por direito a jornadas mais curtas, o Dia do Trabalho celebra a organização da classe trabalhadora. A história da data remete a um passado distante, pois se trata de uma homenagem a uma greve ocorrida na cidade de Chicago, em 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.

Poucos dias depois, em 4 de maio daquele ano, outra manifestação ocorreu em Cicago e resultou na morte de policiais e de manifestantes. Três anos mais tarde, o congresso Internacional Socialista, realizado em Paris, adotou como resolução a organização anual, em todo 1º de maio, de manifestações operárias por todo o mundo. No ano seguinte, vários países fizeram valer essa decisão. O dia 1º de maio foi marcado por uma greve geral, onde os operários desfilaram pelas ruas de suas cidades para mostrar apoio à causa trabalhista.

No Brasil, a chegada de imigrantes europeus trouxe ideias sobre princípios organizacionais e leis trabalhistas. Em 1917 trabalhadores brasileiros fizeram greve, parando a indústria e o comércio. A classe se fortalecia e o 1º de maio tornou-se feriado em 1924, por meio de decreto.

Essa breve história da data que se comemora hoje demonstra que a luta da classe trabalhadora por direitos que lhe garantam melhores condições de trabalho e de vida é antiga. E, nesse ano, às vésperas do Dia do Trabalho, uma greve geral em protesto às reformas trabalhistas e previdenciária, na sexta-feira, mostram que a mobilização é necessária e, neste ano, ocorreu na tentativa de evitar a perda de conquistas. Que a data e os últimos acontecimentos sirvam de reflexão para trabalhadores e patrões, bem como as lideranças políticas, pensarem sobre o papel de cada um para um mundo menos egoísta e mais justo.

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