O mundo seria mais bonito e um lugar mais harmonioso de se viver se as pessoas que o habitam conseguissem tocar as próprias vidas em frente e deixassem as escolhas e atitudes das outras de lado. Essa é uma daquelas questões em que todo mundo concorda, mas, na prática, muitos não agem de acordo.
Um dos exemplos está no tema abordado nas páginas 8 e 9 do Ibiá desta sexta, o mês do orgulho LGBT. É estranho, em pleno 2019, que pessoas ainda se sintam oprimidas ou discriminadas por conta da condição sexual. Como se isso afetasse aos outros, mudasse a vida de mais alguém ou fosse algo mais do que apenas uma questão pessoal. Por que alguém deveria ser tratado diferente porque escolhe determinado parceiro ou parceira? Ainda assim, não faltam relatos de jovens que se afastaram das famílias por terem sua condição sexual rechaçada.
Quando o assunto é preconceito ou respeito pelos demais cidadãos, a cobrança vai muito além das questões LGBT. Inacreditavelmente, não ser branco ainda é considerado por muitos – mesmo que neguem – depreciativo. Para isso, basta analisar a média salarial de brancos e negros no Brasil. Isso, obviamente, está vinculado a questões de oportunidade social e educacional. A questão do respeito – a falta de, principalmente – entre o ser humano também poderia ser exemplificada pelos inúmeros casos de desvalorização da mulher. Dos feminicídios, cujos números só crescem, até as violências diárias e pouco percebidas que elas sofrem.
Respeito é algo tão simples que não deveria precisar ser explicado. Infelizmente, ainda temos que aprender a lidar com o outro, a viver em sociedade, a aceitar que o coletivo vale mais que as vontades individuais. Enquanto não conseguirmos nos colocar no lugar do outro, ter empatia pelo próximo, mesmo quando discordamos de suas escolhas ou ações, não iremos evoluir. Resta-nos, pelo menos, respeitar as leis escritas em favor da igualdade

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