É visível que a falta de emprego atinge em cheio grande parte das famílias de Montenegro e do Vale do Caí. Em alguns casos, um adulto está desempregado, sobrecarregando a renda do outro. Em outros, quando é mais desesperador, não há ninguém na casa com renda fixa que possa oferecer alguma tranquilidade. Relatos de pessoas desesperadas e à procura de uma oportunidade, revoltadas com a falta de vagas, descrentes nas que são divulgadas por órgãos sérios como o Sine/FGTAS apenas ilustram o drama de muitas pessoas que vêem as contas se acumularem e não enxergam luz no fim do túnel.
E essa luz só existe a partir de quatro caminhos que precisam evoluir juntos. O primeiro é a necessária retomada da economia. Sem dinheiro circulando, as lojas não vendem nem a indústria produz e isso só gera mais fechamento de postos de trabalho. O segundo exige dos nossos empresários confiança para a realização de promoções de ações que mobilizem o consumidor. Também é o empresário que pode dar uma chance ou não a alguém. E nós sabemos que, muitas vezes, a juventude ou a experiência jogam contra quando deveriam ser valorizadas.
Ao trabalhador resta não desistir e se qualificar cada vez mais. Sim, é difícil fazer isso quando não se tem o pão de cada dia garantido. Como procurar emprego quando nem o dinheiro da passagem se tem? Mas é necessário insistir até que uma porta se abra. E, quando o primeiro dinheiro entrar, investir em qualificação. Porque quem para, no mundo atual, é substituído. Mas, ainda falta uma importante peça desta engrenagem: o poder público. Ações que empregador e empregados são indispensáveis e oportunidades de qualificação gratuitas também. É com felicidade que recebemos o anúncio de uma Feira de Empregos e Profissões de Montenegro. O povo precisa e os patrões também. Não existe empresa sem gente, por mais tecnológica que ela seja, são as pessoas que permitirão seu sucesso.

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