Dificilmente você não sabe do caso do cachorro que teria sido morto com golpes de barra de ferro por um segurança de supermercado da rede Carrefour localizado em Osasco, na grande São Paulo. Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por manifestos de cidadãos indignados com a violência sofrida pelo animal. Um boicote ao mercado está ocorrendo, já que muitos consideram que a rede deve se responsabilizar pelo que ocorreu.
Deste triste fato, pelo menos três aspectos precisam ser tema de reflexão. O primeiro, inegavelmente, é o quão cruel o homem consegue ser com seus semelhantes e, também, com os chamados “seres irracionais”. É preferível pensar que esse segurança sofra de alguma doença mental que o tenha levado a tal surto. A outra opção é a total ausência de sentimentos e de respeito ao próximo.
Tamanha repercussão também causa estranheza. É claro que esse caso, em especial, tocou o coração de todos os que amam animais. Porém, será que todas essas pessoas que se mostraram indignadas já adotaram e cuidaram de um animal de rua? Essas mesmas pessoas estão igualmente indignadas pelos que passam fome próximo das suas casas? Revoltar-se na internet é fácil. Útil mesmo, porém, é fazer algo prático.
Por fim, ainda é preciso um terceiro questionamento. Será mesmo que a rede supermercadista merece ser boicotada, perdendo vendas numa época importante como o Natal e, possivelmente, dispensando e deixando de contratar funcionários? Tudo isso pelo ato – cruel e desprovido de qualquer sentimento – individual de colaborador que nem mesmo se sabe ao certo se é da rede ou terceirizado? Repassar responsabilidades é fácil. Tenhamos a coragem de fazermos, cada um, a nossa parte e buscar a punição de quem realmente é culpado, e não de centenas de outras famílias que vivem de seu trabalho e não compactuam com a atrocidade cometida por um colega.

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