O que todos esperam no Brasil é uma política limpa. Pois se essa é a máxima vigente, que ela inicie na campanha eleitoral. O candidato que pretende expor sua imagem deve preocupar-se em não relacioná-la com sujeira. E, neste caso, não falamos apenas de sua conduta moral; mas também sobre o meio ambiente.
A legislação eleitoral traz uma série de regras a serem cumpridas pelo candidato e fiscalizadas pelo eleitor. Além de restringir excessos financeiros, desrespeito aos horários de descanso, e poluição; define ainda posturas legítimas de quem está em uma disputa por confiança. Se na campanha o sujeito já ignorar a lei, certamente repetirá esse modus operandi no cumprimento do mandato.
Montenegro mesmo viu essa desonestidade com a colocação indevida de outdoor em período totalmente impróprio. Mas a atenção da imprensa e dos montenegrinos colocou fim ao abuso. E que assim siga nossa vigilância, seja na colocação irregular de bandeiras e placas, seja na compra de votos através de presentes e favores.
A campanha eleitoral é uma profusão de idéias, propostas e projetos de administração da vida coletiva. Por mais que ocupe espaços nobres em nossa rotina, com discursos tediosos e desgastados, é também através dela que conheceremos os quadros colocados à nossa escolha. Ao dispor na balança seus pormenores, seremos capazes de reconhecer a diferença de pensamentos.
A eleição é um baluarte da cidadania. De frente com as promessas travestidas de solução, podemos duvidar, questionar, dizer não. O importante é participar de forma efetiva, tendo sempre em mente a máxima de que a política é feita por pessoas que gostam dela, para comandar a vida daqueles que a odeiam.

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