Pelo menos dois casos sérios de atropelamentos foram registrados em Montenegro nos últimos dias. Um por moto e o outro por carro. Esses, muito provavelmente, são apenas uma pequena parte dos episódios que aconteceram, já que a maioria, provavelmente, sequer foi registrada por se tratar de uma ocorrência mais leve, sem uso do serviço da Samu. Atropelamentos de bicicleta, por exemplo, ocorrem pela cidade quase que diariamente. Pelo porte do veículo, em geral, os danos são menores, mas nem por isso a ocorrência é menos importante.
Quem conduz um veículo, seja ele de duas ou quatro rodas, elétrico, à gasolina ou movido por pedais precisa ter consciência da responsabilidade que tem. Quando um acidente, felizmente, não é fatal, ele tende a ser tratado de forma equivocada. Apenas “danos materiais”, dizem. Como se isso fosse o mesmo que afirmar a falta de importância. Não é. Primeiro porque o dano material importa para quem o sofreu, afinal todos trabalham para conquistar seus bens. Segundo que um “ferimento leve” não parece assim tão leve para quem o tem. Pergunte a quem sentiu o impacto de ser jogado contra o asfalto se foi “leve”.
Vale destacar que nem só os motoristas, motociclistas e ciclistas têm responsabilidade nisso. Os pedestres também. Veja os casos de atropelamentos ocorridos a poucos metros de uma faixa de segurança. Qualquer cidadão pode ter sua cota de responsabilidade, mesmo sem estar presente na ocorrência. Quer um exemplo? E se o pedestre teve de caminhar na rua porque a calçada estava intransitável devido a pedras soltas? Há, também, a responsabilidade dos entes públicos, em todas as suas esferas de poder. Provas disso são os acidentes ocorridos por não haver acostamento para o pedestre andar e/ou passarela para atravessar. Até mesmo os buracos nas rodovias podem ocasionar um acidente ao tirar o veículo do curso normal, caso um pedestre esteja por perto.
O pedestre tem o direito de andar em segurança e com tranquilidade. E não fugindo dos carros, como se nossas vias fossem palco de uma eterna disputa por espaço. Os carros pararem na faixa de segurança não é favor, é regra. E as caras feias que alguns motoristas mostram ao ser obrigados a parar só denunciam sua lamentável falta de educação e de civilidade. Se cada um fizer a sua parte, mantendo a atenção e cumprindo suas obrigações, nossas ruas e rodovias serão mais seguras e confiáveis.

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