Ano após ano o problema se repete e o início do período letivo é de incertezas aos universitários. Com o retorno das atividades presenciais, uma velha questão volta a assombrar os estudantes: o transporte até as faculdades fora da cidade e até Montenegro, no caso dos alunos dos campos locais. Agora, em fase de teste, a Vimsa disponibilizou um ônibus para os estudantes da Ulbra. No entanto, eles têm poucos dias para provar que haverá demanda suficiente para cobrir os custos da operação. Por outro lado, incertos de que as linhas convencionais serão mantidas, muitos usuários não querem deixar o fretado por medo de ficar sem nenhum. Além disso, a incerteza quanto ao assunto, certamente deixa possíveis universitários fora das cadeiras escolares, pela dúvida sobre a possibilidade de pagar a condução.

Paralelo ao debate com a Vimsa, a Prefeitura de Montenegro retomou o subsídio do transporte, que pode ser de 25 e 50%, dependendo da renda familiar. Com certeza é uma boa ajuda, mas poderia haver um debate que cogitasse o subsídio total, em uma tentativa de ampliar o acesso de montenegrinos ao Ensino Superior. Não há, de fato, obrigatoriedade ao município fornecer transporte aos universitários.
Ressalte-se que o Executivo está rigorosamente cumprindo sua obrigação legal. No entanto, uma cidade que vislumbra o desenvolvimento, deve perseguir a qualificação de seus munícipes. Isso passa, entre outros setores, pelo fomento à educação – desde a mais básica até os cursos superiores. Por esse viés, a discussão sobre um subsídio total dos transportes poderia estar em pauta.

Temos ao menos dois belos exemplos a serem estudados na região: São José do Sul e Bom Princípio. Em ambos, os estudantes recebem auxílio e, em contrapartida, oferecem à cidade trabalho voluntário. Essa medida, além de fomentar a educação dos cidadãos, ajuda a criar um senso de comunidade, de responsabilidade; uma vez que os próprios jovens auxiliam na manutenção e desenvolvimento do município. Todos saem ganhando.

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