“A nossa liberdade termina onde começa a do outro.” Esta antiga máxima da sabedoria popular sempre serviu de regra para aqueles que desejam ser minimamente respeitados em sociedade. Quem não deseja ser vítima do trânsito, por exemplo, não pode se comportar como irresponsável ao volante. Da mesma forma, se queremos descansar ao fim de um dia de trabalho, devemos assegurar que os outros não sejam privados dessa mesma condição por nossos atos. Infelizmente, porém, muitos não pensam e nem agem dessa forma.
Que o digam os moradores e comerciantes do entorno da Praça dos Ferroviários, especialmente das ruas Santos Dumont e Buarque de Macedo. O som dos carros, a gritaria dos jovens, as brigas e o consumo de álcool em frente a suas casas transformaram esta fatia do Centro em uma antessala do inferno. Nas madrugadas de sextas, sábados e domingos, dormir virou um desafio. Não custa lembrar que esta região é basicamente residencial e por ali moram muitos idosos.
Como a paz destas pessoas foi quebrada, a solução foi recorrer às autoridades, que iniciaram ontem uma série de rondas e abordagens. O tempo vai dizer se a ação é suficiente, mas é bem provável que o resultado será melhor se, nas imediações, forem organizadas também algumas barreiras de trânsito. Há consumo de drogas e álcool nestes “ajuntamentos” e, entre os usuários, existem muitos motoristas. Então, bafômetro neles, apreensão dos veículos e suspensão do direito de dirigir.
Quando nossos pais ou outros familiares nos dão um conselho, estão nos ensinando pela via mais fácil, que é a do amor. Alguns aprendem e se tornam cidadãos. Outros ignoram e agem como se fossem imunes às regras. Este segundo grupo, agora, terá de “aprender pela dor” que, neste caso, é a aplicação da letra fria da lei.

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