Estamos felizes. Eufóricos. Esperançosos como há muito não tínhamos a oportunidade. Dias após a primeira vacinação contra o coronavírus, agora as cidades da nossa região abriram a temporada de imunização. Não sabemos ao certo quando os 90% (meta do Ministério da Saúde) da população terão recebido as duas doses do imunizante. Talvez isto leve um ano ainda. Mas cada dose aplicada é uma vitória. E merece ser festejada, sobretudo após tantos meses de muito sofrimento e expectativa.

Mesmo em meio a todas as comemorações, porém, é necessário que mantenhamos os pés no chão – e a vigilância – sobre algumas questões. A primeira, que é lembrada exaustivamente pelos profissionais da saúde, é que tudo ainda é muito incerto sobre a chegada de novas doses. Grandes países que iniciaram a imunização antes do Brasil, passada a chegada dos primeiros lotes, tiveram dificuldade para manter o ritmo de aplicação. Isso porque o mundo todo está em busca da vacina e, além do alto custo, essa fabricação em gigantesca escala e transporte internacional exige um trabalho intenso de logística.

Por enquanto, nós brasileiros estamos reféns da CoronaVac, já que a outra vacina liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não veio da Índia, onde são fabricadas as compradas pelo Brasil. A CoronaVac está liberada pelo órgão nacional responsável, por isso, merece toda a confiança do povo brasileiro, mas, se tivéssemos imunizantes chegando de outras fontes, poderíamos acelerar o processo de vacinação. Não é o caso. E a tendência é que ele seja longo.

Precisamos cobrar do Governo Federal o investimento que este assunto merece. Diante de uma pandemia, a compra célere do imunizante e dos materiais necessários para a aplicação. É para isso que pagamos impostos.

Mas o momento não exige apenas cobrança. Também requer contribuição. Os profissionais da saúde também alertam para o fato de precisarmos manter os cuidados até que a maior parte da população esteja protegida.

Quem estiver entre os primeiros a receber o imunizante deve seguir se cuidando, em respeito aos demais. Isso inclui uso de álcool gel, distanciamento social e utilização de máscaras. Cuidados que no último ano aprendemos a ter, mas que, nos últimos meses, fomos aos poucos deixando de lado.

Estamos na reta final da pandemia. A linha de chegada já pode ser vista. Não podemos desistir nesse momento. Esta euforia típica de comemorações deve servir apenas para nos dar um fôlego final da luta contra a Covid-19. Ainda não vencemos, mas o faremos logo logo.

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