A população de Montenegro e de algumas outras cidades do Vale do Caí está, nas últimas semanas, acompanhando atentamente as notícias a respeito de algumas das nossas rodovias, que receberão novos pedágios ou terão alteração em suas localizações. É, sem dúvida, um dos assuntos mais relevantes do momento. Mas há outras rodovias em que também deveremos manter atenção. Destacamos isso na edição de hoje do Ibiá.

Se leitor puxar pela memória, se lembrará da inauguração da BR-448, no ano de 2013, que desafogou a ida dos moradores do Vale para Porto Alegre sem ter que passar pela BR-116. Naquele momento, oito anos atrás, havia a promessa de que haveria a extensão da via até o entroncamento com a ERS-240, em Portão. Mas, até agora, o que temos é demora e muita burocracia. Ainda em 2019, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) retomou estudo para o prolongamento da BR-448 até Portão através da Elaboração de Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental. Lá se vão quase dois anos. Mas, agora, enfim, a autarquia informou que se prepara para enviar o plano para Brasília, para que seja definido quando será lançado o edital de licitação do projeto de engenharia da obra. É daqueles avanços que festejamos ao mesmo tempo em que questionamos se precisava ter demorado tanto.

Outro tema que deve sim permanecer no radar dos montenegrinos e moradores da região é o asfaltamento completo da chamada “Transaçoriana”, menos conhecida da população, mas que cruza Capela de Santana, Portão e Nova Santa Rita, ligando a ERS-240 à BR-386. Mesmo que a 448 e a Transaçoriana não passem por Montenegro, precisamos não apenas ficar atentos aos assuntos como também nos mobilizar para que elas recebam os investimentos. Isto representaria uma malha rodoviária de melhor qualidade à nossa volta.

Mesmo sem circular por estas estradas, você será beneficiado. Rodovia boa é sinônimo de novos investimentos numa região. Quando se avalia a instaçação de uma empresa em determinado lugar, o acesso regional é muito valorizado. E empresa chegando – é sempre válido destacar – reverbera em recursos para o município e empregos. Além disso, a agricultura necessita de boas estradas para escoar sua produção e também gerar riquezas. Vamos ficar de olho!

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