O dia de ontem teve, pelo Brasil todo, a chamada Greve Geral. Definitivamente, “Geral” ela não foi, já que muitas categorias trabalharam normalmente. Porém, a manifestação por pautas como a Reforma da Previdência e o contingenciamento nas verbas da educação pública é legal e precisa ser aceita por aqueles que preferem não se envolver. A greve é um direito do trabalhador, previsto na Constituição Federal. Respeito é algo que, também neste quesito, tem faltado ao brasileiro.
Na outra ponta, estão os exageros de quem pensa que, sob o argumento do protesto, pode tirar dos demais cidadãos outro direito previsto em lei: o de ir e vir em liberdade. Trancar estradas, como vimos aqui na região do Vale do Caí; impedir que os trens – serviço essencial – circulem, sentando-se nos trilhos; bloquear as saídas de garagem de ônibus são ações que vão além do direito de greve e de mobilização.
O trabalhador tem o direito de cruzar os braços quando se sente atingido nos seus direitos. Mas, se quiser trabalhar, ele não pode ser impedido. E, em mobilizações deste tipo, é comum que muitas pessoas deixem de ir para o seu “ganha pão” por serem impossibilitadas e não por vontade própria. É sempre assim. Infelizmente!
Cada um tem o direito de lutar pelo que considera certo, desde que se mantenha o respeito pela vontade dos outros. É triste vermos um policial ou um manifestante ferido, como se estivessem de lados opostos em uma guerra. Cada acerto do governo beneficia aos dois. Cada erro corrói um pouco mais os direitos de todos. No fundo, o que a gente precisa mesmo é aprender a viver em sociedade, respeitar as razões do outro e não pensar apenas nas suas. Tem sido difícil.

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