Muita gente vem questionando a rapidez com que a praça de pedágio instalada em Montenegro saiu do papel. Realmente, em poucos meses, o local passou de um canteiro de obras à construção pronta. E não poderia ser diferente. Qualquer horário ou dia da semana que se passasse ali era percebida movimentação na construção. A empresa CCR Via Sul assumiu o trecho da BR-386 há cerca de um ano e era apenas a construção da praça que retardava a cobrança. Assim que ela estivesse erguida, poderiam começar a faturar o dinheiro dos motoristas. Tendo recursos para tocar a obra, obviamente que se aceleraria ao máximo a construção.
Problema nisso? Nenhum. Aliás, esse estranhamento na agilidade da construção só nos surpreende porque fomos ensinados que obra para no meio do caminho, recomeça e, às vezes, a qualidade fica longe da ideal. E o custo? Bom… esse vai mudando diariamente. Para mais, é claro. O dinheiro do contribuinte vai indo embora e obra pronta mesmo não se vê. Mas não se surpreenda com a eficiência da CCR na construção em solo montenegrino. Na iniciativa privada, é o normal. Nós é que, de tanto ver obra começar e não terminar, acabamos achando isso algo aceitável. Jamais será.
Apenas um dos muitos exemplos pode ser observado no bairro Centenário. Mais um ano letivo está às portas e o esqueleto do que deveria ser a Emei Centenário segue lá, parado, com o mato tomando conta do espaço onde as crianças deveriam estar brincando e aprendendo. Quando estiver pronta, a escola terá capacidade para atender até 94 crianças de zero a cinco anos de idade, em período integral. Além de educação aos menores, ela trará tranquilidade a pais que hoje têm de deixar os filhos em unidades mais distantes. Hoje, as instituições públicas mais próximas ficam nos bairros Panorama e Santo Antônio. Um detalhe importante é que a obra teve início em 2016.
Agora, após anos de paradas e recomeços, acompanhados de muitas explicações que nem sempre iam no mesmo sentido, há um pedido para abertura de crédito especial no valor de R$ 833.924,88 com o objetivo de iniciar uma nova licitação e, enfim, concluir o prédio. Neste momento, não há como estimar uma data para que essa novela tenha seu último e feliz capítulo, o da inauguração. Sabe-se, porém, que o custo da construção foi atualizado para R$ 1.447.077,33.
Não é a obra da CCR que seguiu o ritmo inadequado, é a da Emei. Todas as obras precisam ter data de início e fim. Num mundo ideal, seu projeto é bem feito e não surgem contratempos “inesperados” no meio do caminho. Claro que grande parte do problema está na burocracia que arrasta os processos licitatórios. E essa burocracia existe para evitar fraudes. Objetivo no qual, aliás, nem sempre tem sucesso. Por isso, montenegrinos, vamos atentar e cobrar pelo andamento da obra que realmente está no tempo errado.

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