A Expointer, maior feira a céu aberto do agronegócio da América Latina, começa neste final de semana. Ouvir o nome do evento sediado em Esteio logo traz à cabeça a imagem de animais das mais diferentes espécies e pessoas que pouco têm contato com eles acariciando-os ou mimando-os com pedaços de feno. Há ainda aqueles que pensam na grande movimentação de dinheiro que a feira permite através da venda de máquinas agrícolas e também de animais.
As agroindústrias – que este ano são tidas como destaque da feira e receberam um espaço ampliado – acabam sendo lembradas no momento em que bate a fome ou quando se pensa em levar para a casa algo delicioso direto “da colônia”. Isto, é claro, ajuda a movimentar a economia e garantir o sucesso da Expointer, mas o mais importante não é visto.
Impulsionar as agroindústrias é mostrar que um futuro no interior é viável. Hoje, muitas delas são comandadas por jovens que resolveram ficar no campo e apostaram em empreendimentos diferenciados. Porém, todo o potencial existente neste nicho não é totalmente aproveitado.
Muitas vezes, falta apoio do Poder Público. Em Montenegro, por exemplo, o Executivo ainda trabalha para aderir ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), o que impede a venda de produtos de origem animal para outras cidades.
Por outro lado, há boas alternativas para aqueles que querem arregaçar as mangas e viabilizar sua manutenção no interior. A Emater-RS/Ascar é uma importante parceira nesta hora. Inclusive, o Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (Cetam) apresenta boas opções de cursos para quem quer investir no setor.
O certo é que o pensamento empreendedor cada vez mais floresce no interior, permitindo que famílias fiquem – e trabalhem – juntas e levando para grandes centros um pouco das delícias “da colônia”.

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