Antes parecia uma ameaça distante. Era lá na China. Podíamos ignorar. Ela se aproximou. E foi tratada como algo preocupante, mas não para nós. Era lá na Europa. Podíamos ignorar. Agora ela chegou ao Brasil. Chegou a Porto Alegre. E, além do vírus Covid-19, o medo também chegou. Já não é possível ignorar. E se até domingo os montenegrinos ainda tinham a sensação de que a cidade vivia seu melhor estado de normalidade – com rodeio e carreata ocorrendo na cidade – bastou a segunda-feira chegar para termos um choque de realidade. Eventos adiados, aulas canceladas, recomendação para ficar em casa o máximo possível.
Em meio a tantas dúvidas, a única certeza é de que pânico e informação falsa neste momento são os nossos piores inimigos. Neste momento, o melhor que podemos fazer é acreditar na ciência e nos pesquisadores que tentam encontrar a saída desta crise. É verdade que essa classe profissional vem sendo bastante desvalorizada e colocada em descrédito. Agora sentimos sua importância. Para quem se perguntava para que serve investir na pesquisa e nos programas de pós-graduação universitários, aí está a resposta. Nos momentos de crise, é da ciência e da verdade que vêm as respostas, não do incerto e das fake news.
Sair cegamente comprando máscaras e amedrontando conhecidos em redes sociais de nada adiantará. Temos sim que seguir as orientações preventivas. Se você está com sintomas similares aos do coronavírus, use máscara. Tendo ou não sintomas, mantenha distância dos demais e evite cumprimentos sociais. Isso se chama ter precaução. Há escolas e universidades cancelando aulas. Outras adiando atividades. Algumas empresas liberam funcionários para trabalhar de casa. Se você ou seus filhos estão entre beneficiados com medidas deste tipo, haja com responsabilidade. Quarentena não é o mesmo que festa ou feriado. Siga as orientações médicas e evite aglomerações. Se você tem boa saúde e é jovem, pouco tem a temer, mas pode evitar transmitir o vírus para idosos, crianças ou imunossuprimidos. Tenhamos todos responsabilidade.

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