A população montenegrina venceu o medo da pandemia, superou o descrédito na Política e foi às urnas neste domingo para fazer uma aposta no “novo”. Gustavo Zanatta e Cristiano Braatz, da coligação “Novos Caminhos, Nova Cidade”, derrotaram também um ex-prefeito experiente, com dois mandatos e uma longa folha de serviços à comunidade; e o atual chefe do Executivo, que era vice e herdou o cargo quando o titular foi cassado. Além deles, mais um aspirante do PT e outro do PSDB. Não é pouca coisa.

Nestes momentos, a tendência das pessoas é imaginar que o pior passou e que agora tudo é festa. De fatos, os vencedores têm todo o direito à comemoração, mas ela precisa ser curta. A transição de um governo para outro é de apenas 45 dias desta vez, será preciso conhecer mais de perto a Prefeitura e afinar a orquestra que vai tocar as obras e as promessas feitas nos jingles de campanha.

Paralelamente, tem a Covid-19, que ameaça Montenegro com mais um lockdown. É urgente traçar um plano de trabalho conjunto para que as políticas de enfrentamento e de controle não sejam abaladas pela mudança de governo, para que os empregos sejam preservados sem que isso custe a vida das pessoas. Adversários até ontem, Zanatta e Kadu devem começar a trabalhar juntos imediatamente. A cidade precisa disso.

Num dos muitos artigos publicados pelos candidatos a prefeito nesta campanha, inclusive no Jornal Ibiá, Zanatta escreveu que, quando ele e Cristiano entraram na disputa, decidiram que não assumiram compromissos que não pudessem atender. Que não fariam nada que, no futuro, causasse constrangimento ou trouxesse vergonha àqueles que os apoiaram. De hoje em diante, essa é a bússola moral e o norte para o trabalho de quem prometeu uma Nova Cidade e ganhou, da maioria dos eleitores, um cheque em branco. As expectativas são imensas e a vontade, a capacidade e o desprendimento precisam ter a mesma magnitude. A população confiou e agora vai cobrar!

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