Muito debatido e envolto em polêmicas, em novembro o Auxílio Brasil deve começar a ser pago às famílias mais carentes de nosso País. O substituto do Bolsa Família é encarado por muitos como uma jogada política, em especial porque será a novidade de um ano eleitoral e promete elevar o valor que muitas famílias recebem. Da onde virá o dinheiro, que não está previsto no orçamento, é uma questão que muito se debate, mas que, até o momento não tem consenso.

Independente do nome que o governo dá ao programa de distribuição de renda – tanto Bolsa Família quanto o Auxílio Brasil são isso – e, também, deixando as polêmicas econômicas de lado, o fato é que uma parcela representativa da população precisa de ajuda. Quem vai ao supermercado percebe o quão caro estão custando os alimentos. Isso sem falar nos outros custos de qualquer família. Aqueles lares mais pobres, que já tinham dificuldades severas antes da Covid-19, sem o Auxílio Emergencial, não teriam absolutamente nada o que comer.

Por isso, seja qual for o nome dado, é preciso considerar a gravidade da situação. Para entender a razão, basta olhar para as ruas e ver a miséria que cresce pelas cidades. Precisamos cuidar do nosso povo. Com responsabilidade fiscal, é claro. Mas com humanidade também. Formação profissional, encaminhamento para o mercado de trabalho, incentivo ao empreendedorismo. Tudo isso precisa vir na sequência. Mas, enquanto isso, não podemos deixar a fome tomar a dignidade das pessoas.

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