Montenegro ainda vivencia uma situação delicada no que se refere às finanças públicas. O último ano, de acordo com a Secretaria da Fazenda, resultou em déficit de R$ 6,7 milhões — buraco que apenas em maio deste ano foi considerado saneado pelo prefeito Kadu Müller e equipe. Ao que parece, a gestão municipal foi eficaz no enfrentamento do problema, uma vez que o então vice-prefeito, ao tomar posse em agosto do ano passado, chegou a dizer que o total das dívidas se aproximava de R$ 21 milhões. Neste contexto negativo, também pesam as perdas milionárias que a cidade teve com os desvios revelados pela Operação Ibiaçá, ao mesmo tempo em que diversos serviços e prédios públicos seguem precarizados, como revelou reportagem do Ibiá na última semana.
Daqui para frente, a tendência é de alguma melhoria no caixa da Prefeitura, ainda que o cinto continue apertado. A perspectiva para 2019 é de crescimento na arrecadação tributária, notadamente a de ICMS, como mostra notícia veiculada na página 22 desta edição. Puxado para cima em quase 7% pelo bom desempenho do setor industrial, o índice de retorno do tributo fará com que Montenegro apure entre R$ 6 e 7 milhões a mais no próximo ano, em relação a 2018.
Essa estimativa, apesar de favorável, convida à reflexão. A Administração Municipal está às vésperas de contratar R$ 3,2 milhões de empréstimo junto ao Banco do Brasil para a compra de máquinas pesadas, veículos e computadores. Não seria o caso de o prefeito Kadu reavaliar esta operação de crédito. É que o crescimento da receita de ICMS no próximo ano poderia, quem sabe, evitar que o dinheiro dos contribuintes fosse usado agora para o pagamento de juros. O contexto econômico do país exige ainda muita prudência.

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