Basta sair às ruas para ter uma dimensão da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. É verdade que as lojas reabriram, mas as incertezas que pairam no horizonte ainda inibem muita gente de comprar. Depois de perder a Páscoa e o Dia das Mães, o comércio espera “respirar” no Dia dos Namorados, mas ninguém é ingênuo de imaginar que será possível repetir o desempenho dos anos anteriores. Infelizmente, muita gente está perdendo o emprego e a ajuda prometida pelo governo não chega como deveria aos pequenos negócios.

Nesta segunda-feira, 08, o Sebrae divulgou um estudo indicando que até 460 mil pequenos empreendedores vão encerrar as atividades no Rio Grande do Sul. Eles representam um terço do total de negócios de pequeno porte em atividade no Estado até março, quando a pandemia exigiu a quarentena e a quase paralisação da roda da economia nacional. O governo prometeu ajudar com linhas de crédito baratas, exigências reduzidas e juros acessíveis. Três meses depois, porém, muitos não conseguiram acessar estes recursos.

Justamente pela visão deste cenário aterrador, várias instituições empresariais e uma parcela da população tem defendido, com unhas e dentes, um distanciamento social que proporcione mais abertura ao comércio e aos serviços. Tanto que uma batalha política tem polarizado as discussões, principalmente nos meios de comunicação e nas redes sociais.
Sabemos que uma quebradeira generalizada está em marcha e terá um custo social muito maior do que se imagina. Espera-se que a ação dos governos se volte para salvar estas parcelas da população que não tem como viver sem realizar o seu trabalho, mais especificamente os pequenos empresários, que lutam para sobreviver neste cenário de pânico.

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