É provável que você tenha ficado sabendo, ainda na semana passada, de um caso de agressão a uma professora em Santa Catarina que ganhou grande repercussão. O Ibiá, assim como toda a imprensa brasileira, abriu diálogo sobre o tema. O jovem em questão chegou a se desculpar e garantir arrependimento, mas, essa semana, ao saber que receberia uma medida disciplinar que lhe privaria de liberdade, fugiu. O depoimento de sua mãe, que revela todo um histórico de violência familiar, torna a situação ainda mais assustadora.
Claro que escola não fabrica violência. Ela vem de casa, das ruas, da falta de limites e de acolhimento que faz com que um jovem perca o controle e avance sobre quem quer lhe oferecer os meios para conquistar uma vida melhor. Talvez – e ainda bem – Montenegro jamais tenha registrado um caso de tamanha agressão a uma professora. Mas pequenos desrespeitos ocorrem diariamente, mais ou menos violentos, numa escala que só piora, nas mais diversas instituições de ensino. O episódio catarinense serviu de questionamento quanto a segurança dos docentes. Que sirva, também, de alerta para o cuidado com nossas crianças.
Nada explica, justifica ou desculpa a agressão contra uma professora. Mas entender o caminho – ou tentar, pelo menos – que levaram esse adolescente até tal descontrole é um exercício que visa impedir novos casos. Crianças que crescem assistindo cenas de violência, contra suas mães, contra eles mesmos, o tráfico à frente da casa ou da sua escola estão por aí, nas nossas esquinas. Se não cuidarmos das nossas crianças, de nada vai adiantar cercar ou gradear escolas porque a fonte da insegurança estará lá dentro, sentada à frente do quadro negro.

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