Levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, no ano passado, foi registrada queda no número de nascimentos, a primeira desde 2010, quando o decréscimo foi de 0,2%. Em 2016, foram registrados 2,79 milhões nascimentos no Brasil, o que representa uma queda de 5,1%, ou 151 mil bebês a menos, na comparação com 2015.
Em anos anteriores a 2010 houve recuo, mas em índices bem menores. Em 2009, a queda foi de 1,3%. Em 2006 e 2007, foram verificadas retrações de 2,6% e 1,7%, respectivamente. O ideal é que essa redução fosse fruto apenas da opção dos pais em terem menos filhos ou mesmo nem tê-los. Alguns acontecimentos, no entanto, indicam que a diminuição não é apenas uma escolha, mas uma decisão também influenciada pelas circustâncias.
O decréscimo verificado no ano passado ocorreu em meio a uma grande recessão econômica, apontada por alguns especialistas como a pior da história do Brasil. Além disso, houve ainda a epidemia de zika, vírus que pode provocar microcefalia em bebês e certamente levou muitos brasileiros a adiarem o desejo de serem pais ou de ampliarem a família.
Esses indicativos demonstram, no entanto, aumento na consciência do brasileiro em planejar sua família, evitando ter filhos num momento em que não podem lhes proporcionar as condições adequadas.
Antes de decidir ser pai, mãe ou de dar um irmãozinho ao seu filho, é bom lembrar que é preciso recursos financeiros, tempo e disposição para garantir sua educação e desenvolvimento pleno.

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