Todos nós desejamos ruas limpas, livres de lixo e mau cheiro. Igualmente, os cidadãos concordam que o Rio Caí precisa ter as suas águas melhor cuidadas. Mas, se concordamos nisso tudo, porque, na prática, temos tanta dificuldade em habitar esse planeta sem degradá-lo? Talvez seja porque pequenas coisas que já deveriam ser rotina, mesmo sem custar nada, ainda parecem não ter se tornado hábito para grande parte da população.
Exemplo disso está na coleta de lixo. Quando deixamos a sacola de resíduos na frente de casa temos a ilusão de que seu conteúdo já não existe mais. Na nossa casa ele realmente não existirá. Mas, no o planeta, seguirá por anos. Daí a importância de, em primeiro lugar, gerarmos cada vez menos lixo na hora do consumir qualquer coisa. E, depois, para aquele lixo que não conseguimos evitar a geração, dar o destino correto. É fácil e não custa nada ao cidadão. Basta acompanhar o calendário de passagem dos caminhões, deixando à frente de casa o lixo reciclável e comum em cada dia adequado.
Além disso, Montenegro conta com duas ações bastante interessantes ao meio ambiente. Uma da prefeitura, o “Dia do Descarte Correto”; e outra promovida pela ACI Montenegro e Pareci Novo, o “Ecopila”. Mesmo assim, encontrar lixo largado pela beira das estradas e ruas é comum. Difícil compreender. Quem não separa o lixo em casa e, ainda pior, o larga em áreas impróprias, além de desrespeitar o meio ambiente, esquece das dezenas de famílias montenegrinas que vivem do lixo. Essas pessoas, que já enfrentam tanto preconceito da sociedade e com seu digno trabalho, perdem renda quando as pessoas misturam no lixo comum o que poderia ser vendido como resíduo nobre. Tenhamos mais respeito. Por nossas ruas, pelo Rio Caí, pelo planeta e por quem tirar seus sustento do que para outros é descartável.

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