Tomou posse ontem, 21, a nova gestão do Cpers, o sindicato dos profissionais da Educação do Estado. No comando estadual, seguirá à frente da categoria a professora Helenir Aguiar Schürer, enquanto em muitos dos 42 núcleos haverá substituição.

Por aqui, o 5º núcleo – que representa profissionais de Montenegro, Maratá, Harmonia, Brochier, Pareci Novo e São José do Sul – passará a ser gerido pela professora Elisabete de Vargas Pereira. Quem encerra sua gestão é a professora Juliana Kussler.

Os desafios de quem está de chegada são inúmeros. Para além das antigas batalhas, como reposição de profissionais por concurso – e não por contrato emergencial -, avanços na carreira e reajuste salarial, os últimos anos apresentaram toda uma nova leva de demandas. Uma grande – e justa – reclamação ficou para trás. O parcemento salarial que teve início no governo Sartori e seguiu no primeiro ano de Eduardo Leite foi encerrado e agora os trabalhadores sabem o dia em que o dinheiro cairá na conta. Mas temos hoje dificuldades impensáveis dois anos atrás. Atualmente professores dividem-se entre turmas presenciais e on-line, trabalham das suas casas, sem horário para o final de expediente. Eles têm que aprender uma nova didática para ensinar através do computador – muitas vezes com equipamento e internet aquém do necessário – as lições que pela vida toda passaram no quadro. E é válido lembrar que ainda temos escolas que não puderam retornar às aulas adequadamente – o Estado flexibilizou as medidas de prevenção à Covid-19 em maio e o ensino presencial foi liberado – por falta de profissionais de higienização. Como se pode ver, não faltam lutas. Antigas e novas.

Deixe seu comentário