Dois corpos não ocupam o mesmo lugar. É uma lei da Física, conhecida por todos e que beira o óbvio. Mas a cada um dos – muitos – acidentes que noticiamos, percebe-se que não é levada muito a sério. O trânsito é um depósito de exemplos de que o ser humano vem perdendo a capacidade de se importar com o outro, de colocar-se no lugar de seus pares. Ao caminhar pelas ruas, olhe em volta e rapidamente você verá alguns absurdos. Não é por acaso que temos um número tão grande de acidentes fatais.
O caminhão “aperta” os carros. E os carros não respeitam os pedestres. Os motociclistas são vítimas graves frequentes. E nas tantas tragédias que as ruas e estradas produzem atualmente, um fato tem se repetido: muitos ciclistas se ferindo ou vindo a óbito. O mais recente ocorreu neste final de semana, quando Luís Paulo Branco dos Santos, de 30 anos, morreu após ser atropelado na BR-386 enquanto andava de bicicleta. Com diversas fraturas espalhadas pelo corpo, ele morreu no local do acidente.
Na edição desta terça-feira, publicamos uma matéria a respeito da segurança dos ciclistas. No trânsito, todos têm responsabilidades, inclusive quem anda de bike. Mas aqueles que estão dentro de veículos que oferecem maior proteção devem se lembrar dos que correm mais risco. O ciclista, portanto, deve ter preferência. E estes devem seguir as regras e utilizar os equipamentos de proteção. Como dizem os mais sábios, é melhor não dar sorte ao azar. O trânsito não deve ser um ringue onde as pessoas disputam para saber quem vence chegando primeiro. Precisa ser um local de respeito.

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