Nas aulas de Geografia, a gente aprendeu que o Canadá é um dos maiores países do mundo, que fica na América do Norte e que foi colonizado por ingleses e franceses. Também sabemos que por lá se valoriza muito o meio ambiente, que as escolas são boas e que a violência não assusta. Por isso, muita gente quer estudar e morar ali, na parte de cima do mapa. Semana passada, mais um episódio, desta vez na Política, mostrou o abismo que nos separa da terra dos plátanos.
Dois importantes políticos canandenses renunciaram a seus cargos após alegações de machismo e assédio sexual. As saídas são consideradas uma consequência do movimento #MeToo — que começou com denúncias de assédio envolvendo líderes políticos e celebridades nos Estados Unidos e se espalhou para outros países do mundo. O premiê Justin Trudeau anunciou que Kent Hehr, de 48 anos, deixa a função de ministro de esportes e pessoas com deficiência enquanto o governo investiga indícios de que ele teria feito comentários inapropriados em relação às mulheres.
A saída de Hehr se deu logo após a renúncia de Patrick Brown como líder do oposicionista Partido Conservador Progressista de Ontário. Brown se desligou de suas funções também na quinta-feira, após alegações de que ele teria assediado mulheres serem veiculadas na TV canadense. Ele, entretanto, nega as acusações.
Dá para notar a diferença? Lá, quando os políticos são pegos em atitudes que atentam contra o bem comum, eles colocam o “rabinho entre as pernas”, reconhecem seus erros e saem de cena. Aqui, mesmo condenados, insistem em seguir no poder e fazem qualquer coisa para se colocar acima da lei e driblar a Justiça. Calma! Não queremos nos mudar para lá. Queremos que o exemplo de civilidade deles, aos poucos, inspire os brasileiros para que tenhamos muito mais orgulho do nosso próprio país.

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