Temos uma campeã mundial de Muay Thai em Montenegro. Isso é incrível. Mas poderia ser ainda mais sensacional se a cidade pudesse, ao menos, ter visto a atleta Fernanda Vodzik subir ao ringue. Imaginem a emoção: ver a nossa atleta perder e ganhar ponto a ponto, até chegar ao tão esperado lugar mais alto do pódio mundial?!
Infelizmente não foi assim. E não foi culpa de Fernanda. De forma alguma. Ela passou a vida se preparando para esse momento e certamente mereceu o primeiro lugar. Ela perdeu e ganhou peso, treinou incansavelmente e abriu mão de muita coisa para representar a Seleção Brasileira na Tailândia. E merecia mais. Nossa representante poderia ter trazido o cinturão a Montenegro, mas foi boicotada pela falta de profissionalismo das adversárias.
A questão que fica é: o que leva atletas a se prepararem e passarem por uma série de disputas e eliminatórias até conseguirem chegar ao posto de representante do seu país em um mundial para, na última hora, serem desclassificadas por indisciplina?
A vontade da nossa atleta em lutar pelo cinturão foi tamanha que ela se propôs a disputar uma categoria maior do que a sua. Mais uma vez, se esforçou e atingiu o objetivo, mas foi boicotada pela falta de profissionalismo alheia. Infelizmente não vimos Fernanda brilhar no ringue. Mas certamente devemos ter um baita orgulho desse título mundial. Mais do que a medalha de ouro (que, diga-se de passagem, é uma conquista gigantesca), Fernanda nos deu uma aula de força de vontade e uma lição de profissionalismo e comprometimento às suas adversárias. O cinturão fica para o ano que vem!

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