A atitude dos soldados Pedroti e Ferreira, que recusaram R$ 3 mil de suborno para liberarem um suspeito durante uma abordagem de rotina, arrancou elogios de seus pares e também da população. Este comportamento é, de fato, mesmo louvável. Porém, ele também levanta questionamentos. Atualmente, observamos uma inversão de valores na nossa sociedade, onde atos de honestidade são vistos com surpresa e a corrupção é tomada como algo corriqueiro.

Pouco a pouco, deixamos de acreditar na bondade do ser humano e passamos a aceitar que ele é maldoso por natureza. Nossa descrença em atos que deveriam ser normais é tanta que os aplaudimos e agradecemos quando nos deparamos com eles. Quer exemplo mais claro do que o pedestre agradecendo ao motorista que parou na faixa de segurança para lhe dar uma passagem segura quando o condutor do veículo não fez nada mais do que a sua obrigação perante a lei de trânsito?

Mas isso pode – e deve! – ser mudado. Essa mudança começa na casa de cada um de nós. É ensinando ao filho que não se deve ficar quieto quando se recebe troco a mais no caixa da padaria ou mostrando para ele que furar a fila não é legal que damos os primeiros passos para uma sociedade mais honesta. Como disse o soldado Ferreira ao Ibiá: honestidade se aprende em casa.

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