Qual a sua música favorita? Ou, melhor, qual o seu estilo musical? Mesmo quem não é tão ligado à música percebe que atualmente no Brasil existe uma grande predominância do sertanejo universitário. Problema? Nenhum. Mas, permitir-se experimentar algo novo é sempre positivo. Assim é garantido que maravilhas não passem despercebidas. Hoje, na Cidade das Artes, será concluído um evento que tem tudo a ver com permitir à população conhecer algo novo e despertar para um estilo musical que nada tem de… novo, mas que muitos não tiveram a chance de apreciar com o tempo necessário para captar suas delicadas e apaixonantes características.
O Festival Brasileiro de Música Intimista (FBMI) veio com a proposta de dar voz à nova música brasileira, promover o intercâmbio, o turismo sustentável e, ainda, abrindo espaço para o debate – cada dia mais necessário – das causas ambientais. Montenegro merece um evento deste tipo e, principalmente, nossa população terá o prazer de desbravar um novo contexto musical. É som para se ouvir como se fosse uma degustação, com o merecido apresso, sem urgência e com paciência. Tem que perceber o tempero, sentir cada nota musical, assimilar o que o artista quis passar ao público. Este, em geral, é seleto. Mas por que não pode ser popular? Isso também é uma ação social, é integrar e oferecer acesso à cultura.
Há de se destacar, ainda, a importância econômica que esse tipo de evento tem. Ou a relevância que a arte, no sentido mais amplo da palavra, tem para a economia de um lugar. É claro que a cultura jamais deve ser pesada pelo seu valor financeiro. Ela é muito maior que isso. Porém, é inegável pensar que a Cidade das Artes poderia sim lucrar – e muito – com seu título se conseguisse transferir para a prática tantas ações que, no planejamento existem ou já existiram. Festivais de música, poesia, cinema e teatro; apresentações variadas, saraus, exposições… a lista é infinita. E além de levar cultura ao povo, se bem organizados e divulgados, poderiam trazer turismo ao Vale do Caí. A Fundarte e a Uergs, alicerçadas com mestres de grande capacidade e alunos talentosos, poderiam tornar especial qualquer atividade. Competência nós temos. Quem sabe o Festival não abre portas para mais atividades deste tipo?

Deixe seu comentário