Diariamente, milhares de montenegrinos transitam pela RSC-287. Centenas de moradores dos bairros Santo Antônio e Panorama têm a difícil e perigosa missão de atravessar a faixa pelo menos duas vezes ao dia para ir e voltar do Centro. Muitos trabalhadores e estudantes já sofreram acidentes e até mesmo perderam a vida nos sete quilômetros da estrada que divide o perímetro urbano e segrega a periferia. Diante disso, é racional acreditar que a busca de soluções para este problema é uma agenda cara para a maioria da população. Deveria ser, só que, na prática, não é bem assim.
Na semana passada, a Câmara de Vereadores agendou para a noite desta segunda-feira uma reunião de mobilização. A proposta era reunir os dirigentes de partidos políticos e lideranças comunitárias para pressionar os deputados federais a, de forma conjunta, buscar recursos no orçamento da União para viabilizar a construção de rótulas ao longo da estrada. São necessários R$ 20 milhões para tirar o projeto do papel. A secretaria do Legislativo emitiu 17 convites, incluindo todas as agremiações partidárias registradas na cidade, mas somente três atenderam ao chamado: Progressistas, Republicanos (antigo PRB) e MDB.
Como bem lembrou a representante do Republicanos no encontro, Diandra Lopes, é lamentável que se desperdice uma oportunidade de ajudar a população. Novata na política partidária, ela não consegue conceber que certas pessoas coloquem seus interesses acima dos anseios da comunidade e simplesmente ignorem um chamado tão importante. Afinal, quando as eleições se aproximam, todos vestem a pele de cordeiro e prometem “mundos e fundos” em troca de votos.
A verdade é que a política montenegrina já não passa de uma lamentável caça ao tesouro. De olho na próxima eleição, poucos conseguem enxergar a realidade em que a cidade se encontra e trabalhar em conjunto pela população. A esmagadora maioria é só enxerga o cargo que deseja ocupar e o salário que pode receber, sem se importar com aquilo que a comunidade precisa. Perdão, senhores políticos, mas salvo honrosas exceções, vocês não são dignos das posições que ocupam!

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