Não há dia em que o brasileiro não reclame do governo, principalmente em nosso país, onde os escândalos de corrupção se sucedem e se agudizam em velocidade impressionante. Mas na próxima semana, as queixas vão se agravar ainda mais neste sentido devido ao Dia da Liberdade de Impostos. Veículos de imprensa noticiam ações em todo o Brasil na próxima terça, dia 6, para mostrar o peso brutal dos tributos no orçamento das famílias.
Entretanto, é preciso refletir com cautela. Não se pode imaginar sociedade que funcione sem ninguém pagar pela manutenção das estruturas públicas — embora muita gente deseje veementemente não pagar nada para poder gastar e/ou poupar tudo o que ganha. É um pensamento tolo e individualista, pois países que se destacam em altos índices de qualidade de vida são também os com maior tributação, como Dinamarca, Suécia, Áustria e Noruega.
O foco, portanto, não é acabar com os impostos, mas sim aplicá-los com eficiência e eficácia (o governo, além de corrupto, gasta mal) e, além disso, cobrá-los de forma mais justa, o que significa tributar a renda em detrimento do consumo. O essencial, porém, é o combate à sonegação. O Brasil ainda é um país muito informal. De um lado, deixa-se de arrecadar receitas e, de outro, prejudica-se os legalizados com uma carga muito pesada. Não há prédio que resista se houver moradores que não pagam condomínio.

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