Quarta-feira, o chefe da Guarda Municipal foi exonerado. Ele defendia uma ação conduzida pelo órgão, que fez um ensaio de procedimento auxiliando alunos da Escola Walter Belian a atravessar em segurança a movimentada RSC-287, voltando para casa. O Legislativo criticou, dizendo que aquilo não era responsabilidade da Guarda. O Executivo defendeu a GM e, depois, voltou atrás e concordou com os vereadores. Acabou ocorrendo a demissão.
A situação gerou outra polêmica na secretaria de Educação. Questionada sobre o motivo daqueles alunos não receberem o serviço do transporte escolar, dada a vulnerabilidade pela travessia, a titular da pasta apontou que quem morava de um lado não precisaria estar estudando do outro lado da 287. É que alguns moradores do Panorama estariam desrespeitando as regras de zoneamento para estudar na Walter Belian.
Mas será que não cabe focar no real problema? As crianças, afinal, seguem atravessando a faixa enquanto as preocupações se voltam ao que é ou não atribuído à Guarda Municipal. Os alunos ainda se arriscam em meio ao tráfego enquanto servidores apontam dedos para fraudes em endereços e qual escola deve ser destinada a cada comunidade. Um acidente trágico pode ocorrer a qualquer momento, enquanto o jogo político busca atender a esse ou aquele interesse.
O semáforo da 287? As rótulas da 287? A travessia da 287? É difícil por ordem na extensa lista de promessas feitas para resolver os problemas da rodovia. Mas condenar a ação de quem tentou fazer algo para ajudar aos jovens por ali parece um tanto absurdo. É preciso manter o foco no que realmente importa e resolver o problema.

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