Contar com o auxílio do poder público requer força de vontade e muita, mas muita, paciência. É preciso praticamente ter um condicionamento físico de atleta, porque a maratona que vai se enfrentar desde o primeiro atendimento até se conseguir de fato o que se procura, ou precisa na maioria dos casos, vai ser longa.

Contando com os descansos entre uma corrida e outra, o mais preocupante é que a falta de informação à comunidade parece passar alheia aos olhos dos gestores. Desde uma rua esburacada ou galerias que ruíram pelo grande volume de chuva e agora ameaçam derrubar partes de casas, ou a procura para se conseguir uma cesta básica, remédios, atendimento médico…a lista é grande e não se restringe à área da saúde.

A falta de diálogo entre as secretarias faz com que a população tenha que percorrer quilômetros dentro da cidade para conseguir o atendimento adequado. Um manda pra lá, outro manda prá cá. ‘Não é comigo, é com o meu colega lá naquela secretaria’. ‘Volta outro dia’… Quem já não ouviu isso dentro de um órgão público?

Culpar o Estado ou a União pela desordem não é justificativa. A organização começa em casa, no próprio município. Procurar uma área e ter a informação correta é fundamental. Além da dificuldade em saber por onde começar a procurar o apoio do poder público municipal, a falta de informação dentro das secretarias é grande. Dados informatizados passam longe do que é esperado.

Enquanto um atleta já percorreu a sua maratona, a população montenegrina ainda espera retorno do poder público para um pedido de ajuda.

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