Desde que o governo do Estado mudou – novamente – o local proposto para a instalação de um pedágio na nossa região e no projeto tirou-o da RSC-287, em Muda Boi, para colocá-lo na ERS-240, em Capela de Santana, a população de Montenegro parece estar menos interessada no assunto. E é aí que mora o perigo. Em uma reunião promovida pela Amvarc na última quarta-feira, 7, o secretário Extraordinário de Parcerias do Estado, Leonardo Busatto, afirmou que a ideia inicial era que o pedágio ficasse em Montenegro, mas a partir de uma nova análise, a sugestão foi para que sua instalação ocorresse em Capela de Santana, e que, após aquela reunião e outras com lideranças será analisada a possibilidade da praça ir para outro local. Ou seja, na há nada definido.

Mais do que por uma preocupação em não deixar que o pedágio “retorne” para Montenegro, é preciso manter a atenção na discussão sobre Capela de Santana, porque este município é nosso vizinho. Na prática, se num quilômetro localizado em Montenegro ou em Capela, pouca diferença faz, afinal, sabemos que não há qualquer movimento do Estado que indique a isenção de placas da cidade onde a praça está instalada. Estando o pedágio localizado na 240, em Montenegro ou em Capela de Santana, nós pagaremos a cobrança para ir até Novo Hamburgo ou São Leopoldo, por exemplo. E sabemos que esta é uma rota muito utilizada para o lazer das famílias daqui. E, muitos montenegrinos vão ao Vale do Sinos diariamente para trabalhar. O impacto, mesmo a praça estando localizada em outra cidade, é muito grande na comunidade daqui.

Por isso, este não nos parece o caso de abrir uma disputa com a comunidade de Capela de Santana, apesar disto estar presente no discurso de algumas lideranças. Temos de pensar regionalmente, já que esta é uma pauta que nos afeta coletivamente. Não se trata de jogar para uma ou outra cidade aquilo que não é do interesse de Montenegro. É claro que cada cidade tem o direito de lutar pelos seus interesses, mas é preciso lembrar que nem sempre o simples atravessar de uma divisa geográfica faz diferença. As manifestações da população de Capela merecem atenção e o Ibiá está atento a elas. Mais do que um direito, é um dever da população não apenas destes dois municípios, mas dos localizados em toda a região, estarem interados sobre o que acontece e se manifestarem.

Deixe seu comentário