Após uma longa espera e muita expectativa que afligia pais, professores e – principalmente – alunos, as aulas começam a ser retomadas em formato híbrido. Pouco a pouco, as crianças, adolescentes e adultos vão se reencontrando e readaptando à novíssima realidade que vivemos, onde os abraços já não são a principal característica da acolhida. Ele deu lugar ao álcool, à medição de temperatura e à distância obrigatória entre os colegas. Não é por isso, no entanto, que a recepção é menos calorosa. O olhar carinhoso e as palavras de boas vindas estão ali, no bom dia que os professores e demais funcionários das escolas dão a cada estudante ou aos pais e mães aflitos com a volta às aulas que, para muitos, ocorre após mais de um ano longe das salas presenciais.

O estranhamento é comum, mas claro que as medidas são necessárias num momento em que, embora tenhamos reduzido os dados alarmantes de março em relação ao contágio pela Covid-19, ainda vivemos uma situação considerada de alto risco. A despeito das aglomerações flagradas pela cidade no último final de semana, a pandemia não acabou. A Covid-19 certamente será tema de atividades educativas e contaremos com o apoio dos pequenos para ajudar a conscientizar familiares sobre os cuidados necessários para controlarmos a proliferação enquanto a vacina avança.

O retorno às atividades presenciais é tão alegre quanto preocupante. A maior circulação de pessoas em ambientes fechados favorece o contágio do vírus e depende de alerta constante para que se possa manter distantes principalmente as crianças menores. No entanto, especialistas em educação já estimam prejuízos enormes àqueles que ficaram fora das salas de aula. Entre os pontos destacados estão a falta de socialização, fundamental para o desenvolvimento dos pequenos, e a discrepância no processo de aprendizagem dos maiores. Este último fator decorrente, sobretudo, da desigualdade social que dificulta o acesso de alunos mais pobres, ou daqueles residentes em comunidades interioranas e com problemas de telefonia, por exemplo, aos recursos tecnológicos necessários para o desenvolvimento das atividades escolares.

Cabe ressaltar que ninguém é obrigado a encaminhar as crianças para as atividades presenciais. É importante que os pais, agora, tenham consciência sobre qual a urgência do seu filho. Porém, independente da decisão, que todos os cuidados sejam tomados a fim de garantir a melhor experiência aos alunos.

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