Depois de algumas idas e vindas, declínios e avanços da pandemia da Covid-19, chegamos ao final de 2020 infelizmente amargando nosso pior momento quanto ao risco de contágio. Se, lá atrás, imaginávamos que o Inverno seria quando viveríamos o pico dos casos e o momento mais agudo quanto à lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), agora, em pleno dezembro, percebemos que estamos muito piores. Após uma enganadora melhora nos meses de setembro e outubro, a sociedade relaxou e o resultado está aí: muita gente doente e um sistema de saúde sobrecarregado. Diante disso tudo, temos bons e maus exemplos sendo estendidos à nossa frente.

Um ótimo exemplo veio da Apae. Tradicionalmente, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Montenegro promove no final do ano apresentações com os seus alunos como forma de agradecer o apoio da comunidade. Há, ainda, a distribuição de cartões de Natal. Neste ano tão difícil, pensando em festejar sem colocar em risco a saúde de professores, funcionários, alunos e suas respectivas famílias, a instituição adaptou as atividades e levará a magia do Natal a muitas famílias de forma virtual. O maior presente que a Apae pode, ela entregará: uma mensagem de amor, fé e confiança em dias melhores.

Infelizmente, maus exemplos também ocorrem. E temos de destacar as competições esportivas realizadas no último final de semana. Cantegril e Grêmio Gaúcho realizaram jogos no último final de semana na intenção de finalizar seus campeonatos ainda em 2020. Não bastasse apenas isso – que já é contra as regras do governo estadual – as partidas contaram com torcida aglomerada e sem utilização de máscaras. Há poucos dias do Natal, basta que alguma destas pessoas estivesse contaminada – mesmo que assintomática – para que a virada para 2021 de toda a família seja de muita dor e apreensão por um ente querido estar entubado numa UTI.

Diante de bons e maus exemplos, cada um seguirá o caminho que bem entender. E terá de arcar com as consequências de suas escolhas. O problema é que nem sempre apenas o despreocupado e inconsequente sofre. No caso da Covid-19, por vezes são os avós, pais ou amigos com o sistema imunológico mais debilitado a ter o pior quadro. Neste Natal, o melhor presente que podemos pedir é saúde. E o maior a oferecer é a capacidade de pensar nos demais e não se expor desnecessariamente a um vírus mortal, mas que pode ser deixado bem longe da sua ceia.

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