Já se foi o tempo em que as casas de repouso tinham o estigma de “depósito de idosos”. Com profissionais de diferentes áreas, hoje, essas instituições oferecem serviços completos e podem ser uma ótima opção para curtir a terceira idade de forma tranquila, cercada de cuidados e de amigos. Exatamente por esse motivo muitos idosos decidem mudar de residência por conta própria, sem intervenção familiar ou algum problema de saúde. Muitos, apenas pela companhia ou pela possibilidade de atenção e atividades no dia-a-dia.
Há, também, aqueles que precisam de cuidado constante e a família opta por esse atendimento. E isso não significa que há “menos amor” aos seus patriarcas. Pelo contrário. Pode ser uma forma de garantir toda a assistência médica, nutricional, terapêutica e de enfermagem necessárias. Há quem more nas casas de repouso e receba visitas diárias e, infelizmente, também há aqueles que foram abandonados pelas pessoas a quem se dedicaram por uma vida toda.
A magia da situação está justamente na interação entre toda essa diversidade de pessoas. Isso permite aos nossos vovôs e vovós conviver com culturas, costumes e realidades diferentes, oportunizando momentos únicos a eles. Mas, como consta na matéria das páginas 8 e 9 desta edição, é preciso cuidado na hora de escolher o local ideal. Conhecer o trabalho, as instalações, os profissionais envolvidos no atendimento faz toda a diferença para uma vida tranquila e com qualidade.
É importante, também, saber quais são as atividades desenvolvidas no dia-a-dia, a possibilidade de integração do idoso e a rotina. Assim, o novo morador e a família poderão ter a certeza de uma boa escolha, como são os casos dos aposentados citados na reportagem. Mas, seja morando com a família, sozinho ou em casas de repouso, o fundamental mesmo é garantir um envelhicimento saudável e feliz.

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