Desde a última segunda-feira todas as crianças em idade escolar no Rio Grande do Sul têm a obrigatoriedade de voltar às salas de aula. Com o arrefecimento da pandemia, o ensino presencial ou híbrido deixou de ser uma possibilidade. Para todos, menos para os estudantes do Colégio Paulo Ribeiro Campos, o Polivalente, de Montenegro. Para eles a alternativa segue sendo as aulas on-line. Não pelo coronavírus, mas pela incompetência do governo do Estado em resolver um problema de fiação elétrica que já dura um ano e dois meses.

No final da semana passada, ao vir ao Vale do Caí, a coordenadora da 2ª Coordenadoria Regional da Educação (CRE) reconheceu que tem ciência do prejuízo que os estudantes daquele educandário estão sofrendo, mas, mais uma vez, não foi dado prazo para solucionar a questão. Desde setembro de 2020 – quando cabos de energia elétrica foram roubados da escola – a direção, os educadores, estudantes e suas famílias vivem de promessas e de espera. Todos sabiam que um dia a pandemia iria acabar e as aulas retornariam, mas, o que obviamente tinha que ser feito simplesmente não venceu a vontade de fazer e a burocracia.

O governador Eduardo Leite, em última instância o responsável pela educação pública estadual, está em campanha para ser o candidato do PSDB à presidência. É justo que tenha ambições políticas. Mas há de se questionar quais seus planos, em caso de eventual vitória, para melhorar a educação nacional – tão necessitada de avanços – quando não consegue devolver a luz a uma escola no seu próprio Estado. É inaceitável.

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